Vítor “Chilipe” Abreu: grind com método, estudo e volume inteligente
27/05/2026
Vítor “Chilipe” Abreu descobriu o poker através de familiares e rapidamente ficou fascinado pela profundidade estratégica do jogo. Começou no play money, passou pelos torneios e pela Liga Poker PT, e foi construindo o seu percurso com consistência, estudo e uma rotina simples, mas eficaz.
Hoje, como jogador da Polarize Poker, encara o grind com mais maturidade, dá cada vez mais importância ao estudo em grupo e acredita que a evolução no poker exige paciência, método e volume inteligente.
Como começou o teu percurso no poker?
Conheci o poker através de familiares e fiquei fascinado pelo jogo.
Comecei por jogar em play money. Mais tarde, dei os primeiros passos nos torneios e também na Liga Poker PT. A partir daí, fui ganhando cada vez mais interesse pela vertente competitiva e estratégica do poker.
Como é a tua rotina num dia de grind?
Tenho uma rotina super simples.
Tento sempre descansar bem antes de jogar. Depois, antes do grind, faço uma sessão de estudo, sozinho ou acompanhado por um colega de equipa. Também costumo fazer o drill atribuído pelos coaches da Polarize.
Para mim, essa preparação ajuda bastante a entrar mais focado na sessão.
Qual foi o teu último evento live? Pensas ir a mais algum este ano?
O meu último evento live foi o EPT Praga.
Quanto ao próximo, deverá ser no final deste ano ou no início do próximo. Ainda não está totalmente fechado, mas a ideia é voltar a jogar live brevemente.
Como lidas com a variância? Já passaste por alguma downswing longa?
Hoje em dia lido com a variância de forma muito mais tranquila do que antigamente.
No passado, tive uma downswing bastante grande e longa. No início foi difícil, claro. Mas depois comecei a melhorar os meus métodos de estudo, a escolher melhor os torneios e a estudar mais em grupo.
Com o tempo, essa fase foi desaparecendo de forma consistente.
Que conselhos darias a jogadores de nível 1 que querem chegar aonde tu estás?
No início, acho essencial dominar bem o básico.
Depois, é muito importante escutar os conselhos dos coaches, arranjar um grupo com jogadores do mesmo nível para estudar e evoluir em conjunto, e meter muito volume. Mas atenção: volume inteligente.
Não é só jogar por jogar. É jogar, estudar, rever e corrigir.
Como estão a correr os teus objetivos de 2026?
No geral, tem sido um ano positivo até ao momento.
Sinto que consegui evoluir em algumas vertentes e espero continuar a evoluir ainda mais até ao final de 2026.
Quais são os softwares ou ferramentas de estudo que consideras essenciais?
Para o grind, considero essenciais o HM e o Intuitive Tables.
No estudo, aconselho o GTO Wizard e o HRC. São ferramentas muito importantes para quem quer estruturar melhor o estudo e tomar decisões mais sólidas.
Uma frase que resume o teu percurso até agora
“Dominar o básico, estudar melhor, escolher melhor os torneios e meter volume de forma inteligente.”
A história do Vítor “Chilipe” mostra que a evolução no poker não acontece de forma imediata. Exige método, paciência e uma vontade constante de melhorar. Desde os primeiros passos no play money até à experiência no EPT Praga, o seu percurso reforça a importância de dominar o básico, estudar com regularidade e rodear-se de jogadores com a mesma ambição.
Além disso, a forma como aprendeu a lidar com a variância mostra uma das maiores lições do poker: os resultados não dependem apenas de uma sessão ou de uma fase difícil, mas sim da capacidade de continuar a tomar boas decisões ao longo do tempo.
Para quem está no início, a mensagem é clara: escutar os coaches, estudar em grupo e colocar volume de forma inteligente pode fazer toda a diferença na construção de uma carreira sólida no poker.
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