Polarize Day: três vozes sobre a comunidade e ligação fora das mesas

02/06/2026

The Polarize Day 2025 em Santa Maria da Feira voltou a mostrar que a evolução no poker não acontece apenas nas mesas, nas reviews ou nas aulas. Também acontece nos momentos em que a equipa se junta, partilha experiências e cria ligações reais.

Para muitos atletas e staff, o Polarize Day é uma das poucas oportunidades para dar cara aos nomes do Discord, conhecer melhor coaches, rever colegas e sair, ainda que por um dia, da rotina do grind online.

Desta vez, falámos com André “Xunekas” Marques, Diogo “Piranha” Coelho e Tiago “Panda” Neves sobre aquilo que torna este evento tão especial.

O que torna o Polarize Day diferente?

Mais do que uma atividade de equipa, este é um momento de comunidade.

Primeiramente, porque aproxima pessoas que, durante o ano, trabalham juntas quase sempre à distância. Além disso, cria um ambiente mais leve, onde os jogadores podem conviver fora da pressão dos torneios, dos resultados e das decisões difíceis.

No poker, a rotina exige foco, disciplina e capacidade de lidar com variância. Contudo, também exige apoio, partilha e sentido de pertença. É precisamente aí que este tipo de evento ganha valor.

André “Xunekas” Marques: “Acho que era quase obrigatório ir”

Como foi a tua experiência no Polarize Day Santa Maria da Feira 2025?

Foi bastante agradável. Já tinha saudades de jogar futebol, de estar naquele ambiente. O estádio era agradável, havia um bom ambiente e também boa competição.

Gostei muito, honestamente. Foi daqueles dias que sabem bem, porque juntas convívio, atividade física e malta que já faz parte do teu dia a dia, mesmo que muitas vezes só online.

Qual foi o momento mais marcante do dia para ti?

Acho que a entrada é sempre marcante. O início, quando chegas e começas a ver pessoas que já não vias há bastante tempo, ou caras novas que normalmente só conheces do Discord.

Começas a fazer aquele reconhecimento: “quem é este?”, “quem é aquele?”. Portanto, esse primeiro momento, quando chegamos todos, acaba por ser sempre especial.

O que dirias a alguém que nunca participou num Polarize Day?

Diria que era quase obrigatório ir.

Antes de existirem estes eventos, era algo que muitos de nós pedíamos: uma oportunidade para nos juntarmos, convivermos e estarmos todos no mesmo espaço. Agora que isso existe, não vejo porque é que um jogador novo não haveria de ir.

Vais conhecer malta que admiras, pessoas que estão numa situação parecida com a tua e jogadores com quem falas todos os dias online. Além disso, passas finalmente a associar uma cara aos nomes que vês no Discord, o que é sempre altamente.

Acho mesmo que é obrigatório. Não há perdão para quem não vai. Espero ver toda a gente lá da próxima vez!

Diogo “Piranha” Coelho: “O pessoal vai muito pelo convívio”

Como foi a tua experiência nos Polarize Days?

Gostei muito. Algumas atividades nunca tinha feito antes, por isso foi uma experiência diferente.

Claro que experimentar atividades novas é sempre bom. Por exemplo, o Polarize Day do slide foi fixe, dá aquela adrenalina e é uma cena que fica na memória. No entanto, para mim, o melhor acaba por ser o convívio com as pessoas.

O pessoal vai muito pelo convívio. Estar com todos num espírito mais leve, menos de trabalho, também faz falta.

Qual foi o momento de que mais gostaste?

Acho que foi mesmo estar com o pessoal. As atividades ajudam a criar momentos engraçados, mas o valor principal está em sair um pouco da rotina normal. No nosso trabalho, passamos muito tempo focados, cada um no seu grind, nas suas sessões e no seu estudo.

Por isso, estar com a equipa num ambiente mais descontraído acaba por ser bastante positivo.

O que dirias a alguém que nunca foi?

Diria para irem. Para conhecer pessoas, conhecer coaches, criar ligações e até formar grupos de estudo. Muitas vezes, uma conversa num ambiente mais leve pode dar origem a uma ligação que depois ajuda no trabalho diário.

Também acho que faz bem à parte social. Principalmente no nosso trabalho, onde passamos tantas horas online e focados nas mesas.

Tiago “Panda” Neves: “É uma oportunidade para treinar o músculo social”

Como foi a tua experiência no Polarize Day Santa Maria da Feira 2025?

Foi uma boa forma de reviver o primeiro Polarize Day, em 2020, onde também jogámos futebol.

Para além disso, é sempre um momento valioso para rever pessoas ou conhecer pessoalmente caras com quem normalmente só falamos online.

Qual foi o momento mais marcante do dia para ti?

Não houve um momento isolado que me marcasse particularmente.

Ainda assim, o que mais me saltou à vista foi a evolução da equipa quando comparo este evento com o de 2020. A forma física do grupo está hoje muito melhor em geral, e isso também diz muito sobre a forma como a comunidade evoluiu.

O que dirias a alguém que nunca participou?

Diria que vale a pena ir, nem que seja só para aparecer.

É uma das poucas oportunidades reais que temos para criar laços com pessoas com quem trabalhamos todos os dias, mas que raramente vemos cara a cara.

Pode ser desconfortável para quem é mais reservado. Contudo, é precisamente aí que está o valor: aproveitar para treinar o “músculo social” num ambiente seguro, com a equipa e com pessoas que têm muito em comum.

Na minha opinião, essas ligações fazem diferença no dia a dia.

Comunidade também é parte da performance

O Polarize Day mostra algo que, por vezes, é fácil esquecer: a performance no poker não depende apenas de conhecimento técnico.

Depende também de rotina, ambiente, apoio, motivação e capacidade de continuar presente nos momentos bons e nos momentos difíceis. Dessa forma, eventos como este reforçam aquilo que a Polarize Poker procura construir diariamente: uma equipa que estuda, joga, evolui e cresce em conjunto.

Quem já participou sabe que estes encontros ficam na memória. Quem nunca participou, como disseram Xunekas, Piranha e Panda, devia experimentar.

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